A poesia
tem sabor de mel,
de doce,
e não é de difícil digestão,
e produz efeitos
e consequências benéficas
para o metabolismo psíquico
e espiritual.
A poesia
desperta
para a assimiliação
de verdades eternas,
empoeiradas
pela rotina da repetição
de alimentos sem sabores.
E nos acostumamos
com a falta de mel,
que é doce e remédio
para as necessidades do céu.
A poesia faz parte
da nossa saúde original.
A rotina
pode produzir defeitos colaterais.
Então o artista, o poeta
lê a realidade
e percebe
equilíbrios
e desequilíbrios
no metabolismo vital.
Como profeta, alerta
acenando uma bandeira,
com pano branco,
mensageiro da paz e esperanças.
Aqui estamos
focando as ferramentas
com as quais estamos procurando
continuar a escalada
em direção à razão pela qual existimos.
O ser humano cresce para cima,
na direção vertical.
Estamos no mundo horizontal,
visível e material,
mas não somos daqui.
Não podemos fazer de conta
que o mundo invisível não existe.
Tem que ter outro mundo,
Tomara que seja o céu.
Vários livros e textos foram publicados
alertando, dando pistas, acenando,
sugerindo a atenção
para realidades
que estão ocultas aos nossos olhos,
ensinados ou deseducados que fomos,
ou até mesmo desviados
do foco principal.
Não vemos o vento,
mas vemos e sentimos seus efeitos.
A lei
que está por detrás,
do mundo visível
e do mundo invisível,
por baixo e por cima
de todo ser e existir,
é a lei da evolução.
A rotina e a acomodação
são ferramentas enferrujadas
que já não ajudam mais.
Atrapalham.
Estamos acostumados com a dimensão horizontal,
mas as perguntas e necessidades de respostas finais,
é que nos encaminham
para as dimensões
de profundidade e verticalidade.
Estamos sim,
sendo desafiados
a dar razões das nossas omissões,
apatias e indiferenças.
Se você for convocado,
aceitará alistar-se
e fazer parte de um grupo interessado
em pesquisar o mundo do invisível?
A experiência da capacidade espiritual
é a gasolina aditivada
acoplada em nosso veículo humano.
Estamos pois, equipados para a busca.
A fé
é a principal ferramenta de acesso
à dimensão espiritual, invisível.
A energia do espírito
tem que ser pesquisada,
estudada e aperfeiçoada.
O profeta e o poeta
querem ver o invisível,
através da ferramenta apropriada,
e faz algumas descobertas
e define alguns princípios
que lhe proporcionam
a continuidade da evolução
em direção à perfeição
à qual fomos destinados.
Essa verdade
se aplica somente para aqueles
que nasceram
e curtem seus aniversários, os vivos.
Nesta caminhada,
pelas estradas da vida,
vislumbramos acima das nossas cabeças,
um céu cheio de estrelas, infinito.
Semeamos perguntas
e esperamos que brotem respostas.
As respostas dependerão
em qual terreno
estaremos lançando as sementes?
Com quem conversamos
ou onde pesquisaremos
sobre tais temas?
A rotina leva-nos a viver
e a permanecer na superfície.
A rotina
tem o poder de anestesiar
e atrofiar todas as faculdades
que não estejam dentro do campo visível e imediato.
Sabemos que é necessário
penetrar nas profundezas
para encontrar tesouros
e pérolas preciosas.
A cultura materialista
aliena-nos das potências do espírito.
A cultura do mundo no qual estamos submergidos,
quer nos manter com as atenções
nas atrações deste mundo.
Mas é um mundo fechado.
Você não está satisfeito.
Ninguém está.
Existem ânsias sufocadas,
expectativas não atendidas.
Todos queremos
e ansiamos libertar-nos
das limitações que vivenciamos.
Há muita névoa,
neblinas ofuscando
o que desejamos ver.
Não podemos ficar sentados,
esperando a neblina desaparecer.
Estamos com pressa.
Subamos um pouco mais.
Desejando ver clarear
os horizontes infinitos
com as cores do arco iris.
Somos os herdeiros
de uma herança eterna.
É buscando o conhecimento,
o contato e a obediência
às cláusulas do Testamento desta herança
que nos tornaremos eternos.
Trata-se da vida eterna.
Se estamos no mundo,
no campo dos nossos cinco sentidos,
convém que saibamos
que não é para este mundo
que fomos chamados à vida.
Há um outro sentido que percebe mais além.
É este sentido, neste caminho invisível
que estão as chaves e a porta.
Existem sinais,
códigos, símbolos
e até literatura que alertam
para algo mais
além da vida que vivemos.
Há todo um processo de aculturação
a ser feito para ir para o mundo definitivo
para o qual fomos criados.
Há um aprendizado a ser adquirido.
Existem ferramentas diferentes
a serem manuseadas
que abrem as portas de saída
deste mundo no qual estamos fechados.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 12/08/2015.
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