quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Desejmos ver clarear os horizontes infinitos com as cores do arco iris 05


A poesia
tem sabor de mel,
de doce,
e não é de difícil digestão,
e produz efeitos
e consequências benéficas
para o metabolismo psíquico
e espiritual.

A poesia
desperta
para a assimiliação
de verdades eternas,
empoeiradas
pela rotina da repetição
de alimentos sem sabores.

E nos acostumamos
com a falta de mel,
que é doce e remédio
para as necessidades do céu.

A poesia faz parte
da nossa saúde original.

A rotina
pode produzir defeitos colaterais.

Então o artista, o poeta
lê a realidade
e percebe
equilíbrios
e desequilíbrios
no metabolismo vital.

Como profeta, alerta
acenando uma bandeira,
com pano branco,
mensageiro da paz e esperanças.
                 
                              
Aqui estamos
focando as ferramentas
com as quais estamos procurando
continuar a escalada
em direção à razão pela qual existimos.

O ser humano cresce para cima,
na direção vertical.

Estamos no mundo horizontal,
visível e material,
mas não somos daqui.

Não podemos fazer de conta
que o mundo invisível não existe.

Tem que ter outro mundo,
Tomara que seja o céu.

Vários livros e textos foram publicados
alertando, dando pistas, acenando,
sugerindo a atenção
para realidades
que estão ocultas aos nossos olhos,
ensinados ou deseducados que fomos,
ou até mesmo desviados
do foco principal.  

Não vemos o vento,
mas vemos e sentimos seus efeitos.

A lei
que está por detrás,
do mundo visível
e do mundo invisível,
por baixo e por cima
de todo ser e existir,
é a lei da evolução.

A rotina e a acomodação
são ferramentas enferrujadas
que já não ajudam mais.
Atrapalham.

Estamos acostumados com a dimensão horizontal,
mas as perguntas e necessidades de respostas finais,
é que nos encaminham
para as dimensões
de profundidade e verticalidade.

Estamos sim,
sendo desafiados
a dar razões das nossas omissões,
apatias e indiferenças.

Se você for convocado,
aceitará alistar-se
e fazer parte de um grupo interessado
em pesquisar o mundo do invisível?

A experiência da capacidade espiritual
é a gasolina aditivada
acoplada em nosso veículo humano.
Estamos pois, equipados para a busca. 

A fé
é a principal ferramenta de acesso
à dimensão espiritual, invisível.

A energia do espírito
tem que ser pesquisada,
estudada e aperfeiçoada.

O profeta e o poeta
querem ver o invisível,
através da ferramenta apropriada,
e faz algumas descobertas
e define alguns princípios
que lhe proporcionam
a continuidade da evolução
em direção à perfeição
à qual fomos destinados.

Essa verdade
se aplica somente para aqueles
que nasceram
e curtem seus aniversários, os vivos.

Nesta caminhada,
pelas estradas da vida,
vislumbramos acima das nossas cabeças,
um céu cheio de estrelas, infinito.

Semeamos perguntas
e esperamos que brotem respostas.

As respostas dependerão
em qual terreno
estaremos lançando as sementes?

Com quem conversamos
ou onde pesquisaremos
sobre tais temas?

A rotina leva-nos a viver
e a permanecer na superfície.

A rotina
tem o poder de anestesiar
e atrofiar todas as faculdades
que não estejam dentro do campo visível e imediato.

Sabemos que é necessário
penetrar nas profundezas
para encontrar tesouros
e pérolas preciosas.

A cultura materialista
aliena-nos das potências do espírito.

A cultura do mundo no qual estamos submergidos,
quer nos manter com as atenções
nas atrações deste mundo.

Mas é um mundo fechado.

Você não está satisfeito.
Ninguém está.

Existem ânsias sufocadas,
expectativas não atendidas.

Todos queremos
e ansiamos libertar-nos
das limitações que vivenciamos.

Há muita névoa,
neblinas ofuscando
o que desejamos ver.

Não podemos ficar sentados,
esperando a neblina desaparecer.

Estamos com pressa.

Subamos um pouco mais.

Desejando ver clarear
os horizontes infinitos
com as cores do arco iris. 

Somos os herdeiros
de uma herança eterna.

É buscando o conhecimento,
o contato e a obediência
às cláusulas do Testamento desta herança
que nos tornaremos eternos.

Trata-se da vida eterna.

Se estamos no mundo,
no campo dos nossos cinco sentidos,
convém que saibamos
que não é para este mundo
que fomos chamados à vida.

Há um outro sentido que percebe mais além.
É este sentido, neste caminho invisível
que estão as chaves e a porta.

Existem sinais,
códigos, símbolos
e até literatura que alertam
para algo mais
além da vida que vivemos.

Há todo um processo de aculturação
a ser feito para ir para o mundo definitivo
para o qual fomos criados.

Há um aprendizado a ser adquirido.

Existem ferramentas diferentes
a serem manuseadas
que abrem as portas de saída
deste mundo no qual estamos fechados.

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 12/08/2015. 

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