Todo
dia
o
sol se levanta
mais
cedo do que eu
e
me oferece um dia pela frente.
Não,
desta vez não vai ser assim.
Desta
vez, sou eu
que
vou esperar o sol
trazer
luz
e
daí vou conversar com ele
sobre
os meus projetos para este dia.
Daí
sim,
vou
contar com a ajuda dele
para
saber onde vou colocar
os
meus passos.
Quando
levanto,
o
sol já cumpriu um quarto
da
sua responsabilidade,
e
eu,
mal
comecei o meu dia.
Hoje,
vou levantar,
quando
ainda o sol estiver vindo,
lentamente,
lá do oriente.
Ainda
escuro,
sem
luzes,
vou
sentar e esperar
que
ele me traga luz,
claridade,
e
entregue,
em
minhas mãos,
um
novo dia,
cheio
de
vinte e quatro horas.
Ouvindo
o silêncio do amanhecer,
alguns
pássaros cantando
e
um galo anunciando
a
chegada do sol,
sentei-me
e esperei.
E
o sol vem vindo,
de
mansinho,
pintando
rabos de galo
no
espaço celeste,
com
a ajuda do vento,
montando
figuras
mal
formadas
pela
nevoa
quase
transparente,
vestindo
o nu invisível
da
natureza viva,
mil
cores a enfeitar
e
descortinar a abertura
de
um novo dia
no
palco da vida.
Os
ouvidos ouvem,
os
olhos curtem
e
a pele sente
o
frescor do amanhecer.
O
silêncio ainda está por ali,
sem
pressa de ir embora
porque
faz parceria
com
o contexto
da
beleza do amanhecer.
O
sol,
aparece,
lá
longe,
no
horizonte,
avisando
com seus raios,
que
quer conversar.
Aparece
redondo,
vermelho,
vivo e alegre,
tocando
de leve,
com
ternura,
o
meu rosto e meus braços,
tomando
a iniciativa do diálogo,
nem
sequer esperando que lhe diga algo:
E
o Sol me disse:
Hoje quero te ver
contente,
esbanjando valores,
entusiasmo,
alegria e admiração.
Estou vindo para você
perceber
de quantos motivos e
ações
você pode encher o
teu dia.
Não, não se preocupe
em responder.
Apenas acolha-me,
aceite-me e ame-me
como Alguém
que tem prazer em te
servir.
Fiquei
ali, milhares de segundos
até
voltar à consciência
de
quem eu sou
e
do que estou fazendo aqui,
como
um eremita contemplativo.
Eu
parado,
e
o sol ‘andando’.
Eu
quieto e passivo,
e
o sol, quente e ativo.
Então
compreendi
que
quando olhamos para cima,
para
o céu,
para
o divino,
não
somos nós quem devemos falar
e
sim, captar, receber, escutar,
sintonizar
com
o que de mais importante necessitamos
como
seres humanos:
escutar
declarações de amor,
do
Criador, nosso Pai.
Não
temos nada a pedir
para
o Deus, nosso Pai e Criador,
Provedor
de todas as nossas necessidades.
Tudo
o que precisamos,
já
recebemos
e
está ao nosso dispor.
O
dia, as vinte e quatro horas,
são
a matéria prima
onde
colocaremos nossos dons
e
qualidades
a
serviço uns dos outros,
com
o Sol por testemunha.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 21/09/2016.
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