sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Dentro da casca, a semente, natural. Dentro do humano, o sobrenatural, o Heipo 14


Em todas as criaturas 
existe um princípio de bondade, 
como a força da semente, 
uma energia interna,
que deseja explodir.

Dentro do velho 
existem também possibilidades.
A árvore velha, por mais velha que seja, 
produz sementes.

A semente guarda dentro de si
uma nova maneira de ser,
diferente do que aparenta.

Dentro de um casulo 
está em evolução uma borboleta.

Se a semente ao explodir,
encontrar lá fora um pouco de umidade,
potencialmente tem a força de revelar nova criatura.

A semente, parece morta, parece seca.
Ao explodir, revela vida, vida escondida, vida diferente.

A natureza dos insetos assim nos mostra.
A natureza das coisas do campo e da lavoura
ou da agricultura também assim nos atestam.

Fazer a transposição para o reino humano,
com o auxílio destas comparações, e lições,
podem servir como ponto de partida para algumas conclusões.

Pensei no meu pobre jeito de ser gente.
Macambuso, rabugento, pipoquento.

Muitas vezes, diminuindo meu potencial,
secando-me como semente,
como repolho me fechando,
diminuindo o  alcance do meu visual,
reduzindo a quase nada a potência infinita que sou.

Que poder desgraçado tem a rotina.
Que poder redutor tem a acomodação e a preguiça.

No dia-a-dia da minha vida, 
lavrador que fui e que sou,
na horta da vida só cultivo pepinos, 
abóboras e ervas daninhas.

Moranguinhos, ameixas e frutas gostosas, 
raramente colho,
porque quase não as semeio 
e não as cultivo, e
porque exigem muito 
da minha natureza acomodada.

Mas que burrice, meus amigos!
Se tenho o terreno à minha mão,
se tenho as ferramentas,
se tenho as sementes das boas frutas,
por que guarda-las, e no pote da prateleira estocá-las?
Não são exatamente estes produtos 
que o mercado mais procura?

Passa inverno, passa verão,
passa rapidamente a primavera,
a estupenda primavera!
e os outonos também.
E eu aqui de novo
a cultivar erva daninha, 
pepinos e repolhos.

Perdendo tempo precioso.
Acomodando e estocando energias.
Enterrando talentos sem nada fazer.
A omissão me desclassifica como operário

O despertador toca.
O relógio do tempo convida a levantar.

Se dentro de mim existe uma semente de eternidade,
Se sou Filho do Deus Pai,
sou potencial herdeiro de promessas.

Não quero, 
não devo, 
não posso ficar na casca e na superfície,
lustrando e guardando aparências,
que não encontram eco
naqueles que esperam de mim
um homem novo.

Uma jeito novo e, totalmente diferente.
Um homem novo está agitando aqui dentro;
querendo sair, querendo manifestar-se.

Um ser especial hei de fazer brotar,
nem que algo tenha de morrer.

‘Se a semente não morrer’... 
onde foi que li e que não me convenceu?

Cultivar meu eu verdadeiro, meu novo eu?
Existe esta possibilidade?

Quantos dois sou
se na frente do espelho
só me vejo um?

De dentro do velho homem
 hei de explodir, de  Ressuscitar
qual broto que da casca sai
e novo jeito re-aparece.

Sair de mim.
IR A TI como Heipo.

É com ele, com o Heipo que vocês gostam de conviver.
E é com este personagem que vocês gostam de estar.

“Por favor, quando este Heipo não estiver acordado, desperte-o”.

Quebre a minha casca. 
É bom para mim. 
É bom para você.

Se assim eu viver,
estarei correspondendo às expectativas
da minha esposa Gianna, 
das minhas filhas Bruna e Adriana,
dos meus genros e netos,
do meu irmão Jesus Cristo,  
dos meus parentes e amigos todos,

de ti, 
e essencialmente, 
da minha Mãe 
e do meu Paizão dos céus.

Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 

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