Venha vento,
direto, sem demora,
sem cerimônias e rituais.
Aplainai os caminhos,
endireitai os atalhos,
suavizai as subidas
encerai as descidas.
Encurtai as distancias,
Destruí as resistências,
Aumentai a proximidade.
Te espero,
aqui dentro,
na intimidade.
Não à literatura.
Sim, ao tato, ao perfume.
...
Venha vento,
na intimidade.
Não à literatura.
Sim, ao tato, ao perfume.
...
Venha vento,
entre aqui dentro,
repõe ar puro,
expire o ar
parado,
contaminado,
estacionado.
Abro as narinas,
as portas e
janelas.
Aguço os ouvidos,
afino o paladar
Necessito de ar
puro
que amplie minha
sensibilidade
e que ative
a percepção
do perfume invisível
O perfume
sobe para os céus
procurando contato
com a divindade.
Perfume,
leve-me junto
contigo,
não me deixe aqui,
sem cheiro nenhum.
Quisera ser,
neste ad-vento,
como o perfume
renovado,
capaz de preencher
as entranhas,
exalando na pele,
boas vindas,
hospitalidade.
No ar puro,
no perfume,
O ambiente
contagia
festa e alegria.
O nariz,
revela sua
importância
abre-se, acolhe,
deixando entrar.
O que entra pelo
nariz
é invisível,
transparente,
mas, tão logo seja
sentido,
o perfume
materializa-se
em sensações
místicas,
em sintonia fina,
com o mistério,
indizível.
O perfume
tem algo a ver
com a excelência
da hospitalidade.
O perfume
tem algo a ver
com o que está
vivo,
com a alegria.
Neste ad-vento,
Perfume-se.
Perfume sua casa
e surpreenda.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 09/12/2016
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