segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Sonhando, sonhamos o possível e o impossível 32


Ao nascer neste mundo,

uma imensa porta se abre

para milhões de possibilidades, 

oportunidades, lugares, condições e profissões. 


      Temos o poder de escolher

para onde direcionar os passos,

empreendimentos

e construções. 


      Temos até a oportunidade

de abrir novas estradas,

ou aperfeiçoar as estradas existentes.



Temos o poder

de sair por aí,

procurando outros lugares. 


    Temos um gostinho

                    pelas alturas. 



Nossas tendências

indicam que estamos sempre procurando

lugares mais para cima.



É gostoso

e realizador,

curtir

uma paisagem

do alto de uma montanha. 

É como curtir antecipadamente,

uma profecia, promessas de realização.


      Se perguntarem a alguém

onde gostaria de morar,

no vale ou na montanha,

a resposta será certamente

lá no alto,

onde conseguimos enxergar mais longe. 



Nas estradas da vida,

por onde andamos,

nos lembramos dos lugares onde estivemos. 


    E hoje, sabemos muito bem

onde estamos colocando

nossos passos.



Por onde andaremos? É uma pergunta que estamos fazendo ao futuro. 


       Não escutaremos a resposta nem a voz dele se não formos até lá. 


     Esta é a proposta que estamos fazendo neste momento: vamos até o futuro e buscar as respostas que estamos querendo e precisando aqui e agora.



Para responder a esta pergunta ‘por onde andaremos’, convém que saibamos que todas as portas estão abertas. 


     Saber que existem caminhos feitos e a serem feitos em todas as direções. 


     Saber que existem também direções apontadas para cima e para baixo.



Andando em linha reta,

na horizontal,

não conseguimos contentar

todas as expectativas

que ardem e coçam

dentro de cada um de nós.


     Nas linhas verticais,

para cima,

nas alturas,

e para baixo,

nas profundidades,

temos dificuldades para voar como os pássaros,

ou nos enterrar, como minhocas,

ou nos marinhar, como os peixes. 



Pesquisar e conhecer o passado, esta tarefa nós já cumprimos. Não há mais mistérios. Para lá já viajamos, pelos livros de história.



Avaliar e viver no presente

é o natural para nós. Estamos nele.

Respiramos o presente,

bem adaptados. 


   Mas, construir o futuro

é um desafio

e uma provocação. 


    Como faremos isso

se não fizemos curso de engenharia,

nem futurologia?



O espetacular da condição e situação de humanos é que estivemos smpre em condições de voltar para o passado. Às vezes, ate esquecemos de que estamos no presente, de tão apegados ao passado.


      Mas ir para o futuro, já é ficção. 


    Invadir o futuro

é um ato de violentação

que fazemos à nossa própria natureza. 


       Não estamos preparados. 


      É como querer entrar a força

na casa ou no território de outro povo,

de outra cultura, de outro mundo.


      As nossas primeiras ações neste campo só terão êxito se considerarmos o lugar da invasão como um lugar legal, bonito, simpático e bom, assim como imaginamos o céu. 


       Nestas condições

iremos desarmados. 


    Se porventura

planejarmos ir para o futuro

e encontrarmos situações

e condições hostis,

não estaremos preparados,

pois que nenhuma arma levaremos. 


     Nem sequer imaginamos algo

que seja o inferno. 


      Estamos afirmando que a natureza nossa é de bondade. Por extensão, acreditamos que a bondade seja uma virtude universal. 



No tempo em que estamos vivendo

e no que foi considerado passado,

temos poder e domínio. 


      Nos campos novos,

ainda estamos pesquisando

e buscando aperfeiçoamento

para as nossas potencialidades. 


    Ou as nossas potencialidades

estão ainda dormindo, não foram ativadas

por não ter chegado o momento de ativá-las.  


      Talvez seja hora

de acordar

o Heipo dorminhoco. 



O vento levará nosso barco,

mas com as mãos no leme do navio,

ou no volante do veículo,

pois sabemos onde queremos ir.



Quase todos os caminhos conhecemos.

Quase todos os caminhos percorremos.

Por eles andamos com segurança,

e às vezes, com medo.



Muitos caminhos

nos levaram a lugar nenhum.

Poucos caminhos

nos deram alegria e satisfação.



Haverá um caminho

pelo qual ainda não andamos?



De uma coisa temos certeza:

ainda não chegamos até a placa ‘chegada’.



Outro caminho tem.



Sabemos que tem.



Outro caminho nos convém arriscar.



Uma nova terra deve existir.



Um céu sonhamos

e desejamos para nós.



Estradas velhas

não nos levaram ao lugar

dos nossos anseios e sonhos.



Poucas estradas

mostram novos horizontes.



E não gostamos de fronteiras.

Não gostamos de limites.

Não gostamos de divisas.



Algo nos atrai.



Sentimos uma saudade a morder,

uma voz que chama,

 atração que sacia a fome de ternura.



Um aconchego que dá descanso.



Uma paz branca

vestida de bomba simples.



Um nó na garganta,

uma ânsia,

não sei do quê.



Um novo nível?



 Nova dimensão?



Arriscaremos?



Venceremos o medo?



 Domesticaremos a insegurança?



Ousaremos inovar?



Mudanças devem acontecer.



Os pesadelos

devem dar lugar aos sonhos. 



Eneas Paulo Budel Bogucheski



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