que fazemos
do mundo real e do mundo ideal
nos mostram a necessidade
do cultivo
de alguns valores referenciais,
fundamentais,
que permanecem
atravessando gerações,
exigindo
constante mudança
que levam
ao prosseguir da evolução.
que fazemos
do mundo no qual estamos
envolvidos
pode funcionar
como despertador,
alertando-nos
como nos equivocamos
na avaliação
das coisas
e das pessoas
que nos rodeiam
e como esses julgamentos
nos prejudicam
e retardam
o caminhar
em direção
ao ideal da fraternidade.
culturas e mentalidades
que atrofiam
nossas potencialidades.
por exemplo,
anestesia
as aspirações mais profundas,
entorpece
os ideais mais elevados.
ópios, drogas e entorpecentes
na cultura que não transpõe
as barreiras
do habitual.
naquilo que não nos leva
e não nos eleva
acima do que acontece
nos dias e noites
que se repetem
sempre iguais,
são sinais
desta alienação.
Nós nos entregamos
às preocupações diárias,
nos tornamos adultos
de forma definitiva
e esquecemos
os valores da nossa infância.
o vasto mundo possível
ao nosso pequeno mundo
do dia a dia, reduzindo-o
à monotonia.
Talvez seja por isso
que as crianças,
os adolescentes
e os jovens
relutam em entrar
para o mundo dos adultos.
Eles estão lendo em nós,
adultos,
que erramos
ou perdemos o rumo
da realização,
do desenvolvimento
dos valores permanentes.
Estamos fazendo a leitura
do certo e do errado,
do dinâmico e do estacionado,
comparando
o que deveria estar
em andamento,
evoluindo.
uma civilização desorientada,
perdida, fechada
só no pequeno mundo redondo,
que se chama Terra
e onde se desenvolve um filme
que termina por aqui mesmo.
Mas não é assim que foi planejado.
As ciências falam em evolução.
As religiões falam em conversão.
procuram a causa e o efeito,
a origem e o fim correto
de todas as coisas.
Buscamos,
queremos
e insistimos
na verdade definitiva,
que responde, a contento.
olham para trás
e vêem os acontecimentos pintados
com tinta vermelha,
sangue e explorações,
atalhos que pegamos
que não levaram
a lugar nenhum.
Mesmo assim,
a evolução continuou.
A história revela
que muitas vezes
os homens usaram do poder,
usaram mal,
tomando decisões egoístas
ou que fizeram mal
à grande parte da humanidade.
Você conhece o egoísta
através da marca registrada
do apego ao pequeno mundo.
Apêgo, teimosia,
resistências às mudanças.
Altruísta
é aquele
em que o seu mundo
é o lugar de todos.
É um mundo aberto,
amplo,
dentro do infinito.
Não existem interesses pessoais,
a não ser que estejam em conformidade
com a verdade universal
que considera o Deus como Pai
e nós como irmãos.
tentam religar a terra ao céu,
olham o mundo
e a finalidade do mundo
como um lugar
onde se vive os princípios da fraternidade.
Aqui é o lugar do ensaio.
como um lugar
em que estamos todos juntos,
envolvidos,
todos dentro do mesmo barco,
e no qual temos que direcionar para lá,
onde todos, como irmãos,
nos concentramos na direção
no leme,
na bússola e no GPS,
voltando em direção ao Pai,
Criador,
que cria para a eternidade.
Estamos envolvidos
na cultura
do que não é real
ou não está ligada
à realidade última
e definitiva.
Podemos sim,
estar em rotas
desviadas,
quase fora da órbita
do mundo da verdade.
princípio fundamental
da libertação,
do crescimento
e da conquista
dos últimos valores,
merece mais atenção.
O desafio
está em formar o senso crítico
fundamentado nos valores permanentes.
Aí teremos uma base,
uma referência
para escolhas
que personalizam
e preparam
para a continuidade,
no campo
e domínio
da divinização.
Lemos e olhamos o mundo
como criação do Deus Pai,
bondoso, cientista,
paizão, afetivo,
como transparece
na Parábola do Filho Pródigo.
A quem iremos?
A quem obedeceremos?
Aos homens, senhores deste mundinho
ou ao Deus Criador do mundão?
É melhor viver como órfão
ou como filho
e herdeiro dos céus?
A resposta é apática,
fugitiva,
descomprometida:
‘Fugiremos sim, de quem tem palavras de vida eterna, porque, o que nos
interessa é o aqui e o agora, e o que vem depois, se tiver depois, que seja
como for’.
Qual a cultura que prevalece?
Qual se impõe mais sutilmente?
Qual tem mais força?
É aquela que esconde ou desconhece, ou repudia a verdade.
Esta é a cultura que procura alienar,
afastar as pessoas
da verdade definitiva.
Esta visão revela sim,
o verdadeiro ópio
e a verdadeira alienação
daqueles que não perceberam
que possuem alma
e destino eterno.
Estão sim, precisando,
primeiro evoluir,
depois, converter,
mudar o rumo,
promover a filosofia de vida,
para conquistar finalmente,
a teologia mística da vida.
Há o espírito em nossa materialidade.
Há uma ciência nova emergindo.
Você percebe?
Sabe por onde ir?
Após ler este texto você deve ter percebido dentro do qual mundo cultural
se encontra.
Sabe onde está a verdade?
Se você estiver em busca da verdade,
você continua livre.
Não está afastado da órbita.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com
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