domingo, 6 de setembro de 2015

Lendo-me na leitura do mundo 30

A leitura
        que fazemos

do mundo real e do mundo ideal

nos mostram a necessidade

do cultivo

de alguns valores referenciais,

fundamentais,

que permanecem

atravessando gerações,

exigindo

constante mudança

que levam

ao prosseguir da evolução.  


A leitura

que fazemos

do mundo no qual estamos

envolvidos

pode funcionar

como despertador,

alertando-nos

como nos equivocamos

na avaliação

das coisas

e das pessoas

que nos rodeiam

e como esses julgamentos

nos prejudicam

e retardam

o caminhar

em direção

ao ideal da fraternidade.


Existem sim,

culturas e mentalidades

que atrofiam

nossas potencialidades.


A rotina,
        por exemplo,

anestesia

as aspirações mais profundas,

entorpece

os ideais mais elevados.


Existem sim,

ópios, drogas e entorpecentes

na cultura que não transpõe

as barreiras

do habitual.


Perder tempo

naquilo que não nos leva

e não nos eleva

acima do que acontece

nos dias e noites

que se repetem

sempre iguais,

são sinais

desta alienação.



Nós nos entregamos

às preocupações diárias,

nos tornamos adultos

de forma definitiva

e esquecemos

os valores da nossa infância.


Reduzimos

o vasto mundo possível

ao nosso pequeno mundo

do dia a dia, reduzindo-o

à monotonia.



Talvez seja por isso

que as crianças,

os adolescentes

e os jovens

relutam em entrar

para o mundo dos adultos.



Eles estão lendo em nós,

adultos,

que erramos

ou perdemos o rumo

da realização,

do desenvolvimento

dos valores permanentes.



Estamos fazendo a leitura

do certo e do errado,

do dinâmico e do estacionado,

comparando

o que deveria estar

em andamento,

evoluindo.


Estamos lendo e vendo

uma civilização desorientada,

perdida, fechada

só no pequeno mundo redondo,

que se chama Terra

e onde se desenvolve um filme

que termina por aqui mesmo.



Mas não é assim que foi planejado.



As ciências falam em evolução.



As religiões falam em conversão.


Os filósofos

procuram a causa e o efeito,

a origem e o fim correto

de todas as coisas.



Buscamos,

queremos

e insistimos

na verdade definitiva,

que responde, a contento.


Os historiadores

olham para trás

e vêem os acontecimentos pintados

com tinta vermelha,

sangue e explorações,

atalhos que pegamos

que não levaram

a lugar nenhum.



Mesmo assim,

a evolução continuou.



A história revela

que muitas vezes

os homens usaram do poder,

usaram mal,

tomando decisões egoístas

ou que fizeram mal

à grande parte da humanidade.



Você conhece o egoísta

através da marca registrada

do apego ao pequeno mundo.

Apêgo, teimosia,

resistências às mudanças.



Altruísta

é aquele

em que o seu mundo

é o lugar de todos.



É um mundo aberto,

amplo,

dentro do infinito.  



Não existem interesses pessoais,

a não ser que estejam em conformidade

com a verdade universal

que considera o Deus como Pai

e nós como irmãos. 


Os teólogos,

tentam religar a terra ao céu,

olham o mundo

e a finalidade do mundo

como um lugar

onde se vive os princípios da fraternidade.



Aqui é o lugar do ensaio.


Lemos e olhamos o mundo

como um lugar

em que estamos todos juntos,

envolvidos,

todos dentro do mesmo barco,

e no qual temos que direcionar para lá,

onde todos, como irmãos,

nos concentramos  na direção

no leme,

na bússola e no GPS,

voltando em direção ao Pai,

Criador,

que cria para a eternidade.



Estamos envolvidos

na cultura

do que não é real

ou não está ligada

à realidade última

e definitiva.



Podemos sim,

estar em rotas

desviadas,

quase fora da órbita

do mundo da verdade.


A verdade,

princípio fundamental

da libertação,

do crescimento

e da conquista

dos últimos valores,

merece mais atenção.



O desafio

está em formar o senso crítico

fundamentado nos valores permanentes.



Aí teremos uma base,

uma referência

para escolhas

que personalizam

e preparam

para a continuidade,

no campo

e domínio

da divinização. 


 Lemos e olhamos o mundo

como criação do Deus Pai,

bondoso, cientista,

paizão, afetivo,

como transparece

na Parábola do Filho Pródigo.



A quem iremos?

A quem obedeceremos?

Aos homens, senhores deste mundinho

ou ao Deus Criador do mundão?



É melhor viver como órfão

ou como filho

e herdeiro dos céus?



A resposta é apática,

fugitiva,

descomprometida:



Fugiremos sim, de quem tem palavras de vida eterna, porque, o que nos interessa é o aqui e o agora, e o que vem depois, se tiver depois, que seja como for’.



Qual a cultura que prevalece?

Qual se impõe mais sutilmente?

Qual tem mais força?



É aquela que esconde ou desconhece, ou repudia a verdade. 


Esta é a cultura que procura alienar,

afastar as pessoas

da verdade definitiva.



Esta visão revela sim,

o verdadeiro ópio

e a verdadeira alienação

daqueles que não perceberam

que possuem alma

e destino eterno.



Estão sim, precisando,

primeiro evoluir,

depois, converter,

mudar o rumo,

promover a filosofia de vida,

para conquistar finalmente,

a teologia mística da vida.



Há o espírito em nossa materialidade.

Há uma ciência nova emergindo.


Você percebe?

Sabe por onde ir?



Após ler este texto você deve ter percebido dentro do qual mundo cultural se encontra.



Sabe onde está a verdade?


Se você estiver em busca da verdade,

você continua livre.

Não está afastado da órbita.



Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com


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