domingo, 27 de setembro de 2015

Ali tem fé, onde os olhos brilham e o sorriso é largo. 36



Haverá oportunidades difíceis,

dias escuros,

em que a ferramenta da fé,

será útil.



Curto de visão ainda somos,

necessitando de óculos

especiais para ver a vida

e as tramas da vida.



Falta-nos um olhar abrangente,

onde o fracasso e o sucesso

possam expressar juntos,

uma mesma mensagem.



É esta a utilidade da fé,

Mostrar a fragilidade

dos nossos apoios.



Se sem a fé,

o bolo da vida não fermenta,

e se a fé é o fermento essencial da vida,

este ingrediente

tem que constar

na receita do bolo

da nossa existência.



Também com a fé,

a sabedoria propõe

que façamos parceria.



Com ela, os olhos brilharão,

o sorriso estará estampado

em nosso semblante

e o bom humor

dará passos

junto conosco. 



Há um misto

de fascinação,

abertura

e resistências. 



É uma subida,

melhor dizendo,

é uma escalada.



Escalar

exige planejamento

equipamentos apropriados,

mochila com água,

curativos, mapas,

repouso,

paradas curtas

e recomeço.



Escalar uma montanha

é arriscado.



Sair dos caminhos da facilidade,

da rotina, das repetições,

do automatismo,

é trocar o seguro,

pelo incerto e duvidoso.  



Escalar,

é sair da superfície,

e subir.



Subir

exige esforço.



A escalada é difícil,

dura, cansativa, alguns arranhões,

falta de ar, paradas para descansar.



O fascínio e a expectativa

é maior do que o medo,

ou do que a covardia.



Há um desafio e uma provocação:

você é desafiado e convidado

a escalar a montanha da fé.



Sem a curiosidade

ou motivações superiores,

o alpinista não antevê

um momento de glória

que lhe dê forças

para superar os obstáculos

da subida.



Na mochila,

uma boa porção de coragem,

um pacotinho de ousadia,

e muita teimosia.



        A fé, de noite,

não te deixa apalpar.

Não usa os olhos,

nem os ouvidos.

                    







Ter fé exige abertura

para o que está aparentemente fechado.



A fé é um túnel aparentemente escuro,

que tem que ser atravessado,

quase sem nenhum ‘apoio’.



Mas se tem entrada, tem saída.



A fé não é uma porta fechada.



Não é um mistério indecifrável. .



É o mais terrível desafio

que a mente humana

consegue enfrentar e suportar.



A fé é o maior desafio para o ser humano.



É a última prova. 



A fé

é uma tortura

para nosso cérebro.



A fé cresce

na medida em que convivemos

o mais tempo possível

ou o mais repetidamente possível

com os valores ou realidades

que a ela dizem respeito. 






A fé vela e re-vela.

Abre e fecha.

Mostra e esconde.

Não se demonstra.

Mora na neblina,

esconde-se na natureza.



A fé já mostrou sua cara

naqueles que viveram

das promessas

que já se cumpriram,

que se cumprem

e se cumprirão.



É um constante

lá na frente,

nunca alcançado.



É uma provocação.



Na insegurança,

é um farol,

uma luzinha.



Na dúvida,

é uma semente

de esperança.



Na esperança curtida,

a quase certeza

de que o nosso Deus Criador

é também nosso Pai.



E se aceitamos e acreditamos

que o Deus é nosso Pai,

aceitamos e acreditamos

que Ele quer dar para nós

suas heranças.



Aceitar esta Paternidade

e vivenciar o estado de filiação

é aceitar e abraçar a fé.



É a fé algo extraordinário, um plus, algo especial que pode ser acoplado no veículo da nossa vida, transformando-nos em seres humanos mais completos, acionando uma potencia divina, um combustível especial no motor da nossa vida.



Eis a diferença: ali tem fé onde os olhos brilham e o sorriso é largo.



Eneas Paulo Budel Bogucheski











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