Nosso sonho
é viver a vida
de forma ideal.
Como seria bom viver
como pensamos e imaginamos.
Mas, a pura realidade
é que acabamos vivendo
como podemos.
Visualizamos o que é ideal
através da contemplação
das diversas formas de criar
e saborear as obras de arte.
O ideal
é objeto de projetos
e nascem dos nossos sonhos.
A vida,
com o valor da arte agregado,
transforma em tesouros
o tempo que investimos
na admiração
de tudo o que cai
sobre o nosso olhar.
Viver
com arte
causa inveja e admiração,
produz reflexões sérias e profundas.
Adquirir esta arte,
a arte da admiração
do que é bom,
bonito e belo,
eleva o ser humano
àquela estatura
na qual gostaríamos de estar,
permanentemente.
Viver
com sabedoria
é colocar a arte
nas nossas ações.
Colocar arte
nas nossas ações
é acrescentar
o elemento de bondade,
pequenas atitudes de amorização,
gestos de ajuda
e experiências de perfeição,
que estão faltando
naqueles itens
que ainda não refletem
os ingredientes artísticos.
Refletir
sobre este ato de existir,
de pensar,
de ser livre,
de olhar, escutar, e falar,
comunicar-se
com tudo o que está ao nosso alcance,
e que tudo isso é incrível,
espetacular e extraordinário,
contrastando com tudo o que é ordinário e comum,
faz de nós, humanos,
pessoas mais sábias,
mais perfeitas,
mais perto do ideal da perfeição.
À primeira vista,
tudo parece comum e natural.
Mas, se descermos do avião ou do trem
da velocidade, da pressa e da ansiedade,
e desligarmos o piloto automático,
e descermos numa estaçãozinha do interior,
e nos dispusermos a andar descalços e a pé,
pelo chão da vida,
pelas trilhas da terra
e das florestas,
pelo leito dos pequenos riachos,
veremos coisas
que a velocidade
não nos permite contemplar.
A vida
é a primeira dimensão
do universo.
A arte
são pessoas,
ações e objetos,
beirando a perfeição.
A arte
procurada,
a arte
admirada,
a arte
colocada na vida diária,
é o grande desafio, provocação.
Mas é isso,
exatamente isso
que ansiamos ver,
contemplar e curtir.
Como ponto de partida,
necessitamos ter experimentado
e definido
os sentimentos
que perpassam nosso ser,
quando contemplamos
algo que atrai,
definido como arte.
Se já tivemos esta experiência
será fácil e gostoso, continuar.
Quem está acostumado
a assistir o entardecer,
acompanhando o por do sol;
quem se familiarizou
assistindo e escutando
os DVD’s do André Rieu,
do Circo Du Soleil,
dos filmes do Walter Disney;
quem curte o mar,
as montanhas,
os rios, as cidades,
os monumentos,
as obras de arte dos museus,
as orquestras sinfônicas,
algumas músicas e letras,
alguns livros;
quem curte observar
as andanças ou voanças
das nuvens
que passeiam todos os dias
sob as nossas cabeças;
quem olha
e percebe as cores,
as sombras engraçadas;
quem presta atenção
nas crianças,
nos filhos,
no cônjuge,
nos sorrisos,
nas pessoas,
nos artistas,
nos etc...
Vivemos.
Estamos vivendo
dentro do universo
estupendamente artístico.
Um universo maravilhoso,
cheio de graças,
de coisas engraçadas
e bem feitas.
O mundo artístico
no qual vivemos
está equipado
com muitas ferramentas
e obras naturais fabulosas.
Muitas obras belas
existem naturalmente.
Outras, já foram feitas
por nossas próprias mãos,
de humanos, meio divinos,
filhos do grande Artista,
criador de tudo e de todos.
Enxertar
a arte no existir
e comportar-se
e viver da maneira ideal,
com o jeitão do Heipo
é o ideal artístico
que contempla
uma das muitas expectativas
que temos como seres humanos.
A vida
vivida com arte
eleva-nos,
promove-nos
para o verdadeiro patamar,
mais além do humano,
já alcançando a dimensão divina.
Artistas eternos,
eis o que somos.
Interpretamos papéis
de seres extraterrestres,
ainda de maneira acanhada,
em vias de aperfeiçoamento.
Quando inserimos a arte
em tudo o que fazemos,
nos tornamos
aquele tipo de pessoa
para o qual fomos feitos.
Tudo o que vive,
contém elementos
admiráveis.
Admirar
o que está na aparência,
é curtir uma grande satisfação.
É como sentir o prazer
de participar
como criador
de uma obra de arte.
Descobrir os mistérios
que estão por dentro,
no interior de todos os seres
é uma segunda etapa,
que nos revela
maiores segredos
que despertam a curiosidade
e ativam nossa admiração.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
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