quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Nossos sonhos tem algo a ver com arte e ideais 39.



Nosso sonho

é viver a vida

de forma ideal.



Como seria bom viver

como pensamos e imaginamos.



Mas, a pura realidade

é que acabamos vivendo

como podemos.



Visualizamos o que é ideal

através da contemplação

das diversas formas de criar

e saborear as obras de arte. 



O ideal

é objeto de projetos

e nascem dos nossos sonhos.



A vida,

com o valor da arte agregado,

transforma em tesouros

o tempo que investimos

na admiração

de tudo o que cai

sobre o nosso olhar.



Viver

com arte

causa inveja e admiração,

produz reflexões sérias e profundas.



Adquirir esta arte,

a arte da admiração

do que é bom,

bonito e belo,

eleva o ser humano

àquela estatura

na qual gostaríamos de estar,

permanentemente.  



Viver

com sabedoria

é colocar a arte

nas nossas ações.



Colocar arte

nas nossas ações

é acrescentar

o elemento de bondade,

pequenas atitudes de amorização,

gestos de ajuda

e experiências de perfeição,

que estão faltando

naqueles itens

que ainda não refletem

os ingredientes artísticos. 



Refletir

sobre este ato de existir,

de pensar,

de ser livre,

de olhar, escutar, e falar,

comunicar-se

com tudo o que está ao nosso alcance,

e que tudo isso é incrível,

espetacular e extraordinário,

contrastando com tudo o que é ordinário e comum,

faz de nós, humanos,

pessoas mais sábias,

mais perfeitas,

mais perto do ideal da perfeição.



À primeira vista,

tudo parece comum e natural.



Mas, se descermos do avião ou do trem

da velocidade, da pressa e da ansiedade,

e desligarmos o piloto automático,

e descermos numa estaçãozinha do interior,

e nos dispusermos a andar descalços e a pé,

pelo chão da vida,

pelas trilhas da terra

e das florestas,

pelo leito dos pequenos riachos,

veremos coisas

que a velocidade

não nos permite contemplar. 



A vida

é a primeira dimensão

do universo.



A arte

são pessoas,

ações e objetos,

beirando a perfeição.



A arte

procurada,

a arte

admirada,

a arte

colocada na vida diária,

é o grande desafio, provocação.



Mas é isso,

exatamente isso

que ansiamos ver,

contemplar e curtir.



Como ponto de partida,

necessitamos ter experimentado

e definido

os sentimentos

que perpassam nosso ser,

quando contemplamos

algo que atrai,

definido como arte.



Se já tivemos esta experiência

será fácil e gostoso, continuar.



Quem está acostumado

a assistir o entardecer,

acompanhando o por do sol;



quem se familiarizou

assistindo e escutando

os DVD’s do André Rieu,

do Circo Du Soleil,

dos filmes do Walter Disney;



quem curte o mar,

as montanhas,

os rios, as cidades,

os monumentos,

as obras de arte dos museus,

as orquestras sinfônicas,

algumas músicas e letras, 

alguns livros;



quem curte observar

as andanças ou voanças

das nuvens

que passeiam todos os dias

sob as nossas cabeças;



quem olha

e percebe as cores,

as sombras engraçadas;



quem presta atenção

nas crianças,

nos filhos,

no cônjuge,

nos sorrisos,

nas pessoas,

nos artistas,

nos etc...



Vivemos.

Estamos vivendo

dentro do universo

estupendamente artístico.



Um universo maravilhoso,

cheio de graças,

de coisas engraçadas

e bem feitas.



O mundo artístico

no qual vivemos

está equipado

com muitas ferramentas

e obras naturais fabulosas.



Muitas obras belas

existem naturalmente.



Outras, já foram feitas

por nossas próprias mãos,

de humanos, meio divinos,

filhos do grande Artista,

criador de tudo e de todos.



Enxertar

a arte no existir

e comportar-se

e viver da maneira ideal,

com o jeitão do Heipo

é o ideal artístico

que contempla

uma das muitas expectativas

que temos como seres humanos.



A vida

vivida com arte

eleva-nos,

promove-nos

para o verdadeiro patamar,

mais além do humano,

já alcançando a dimensão divina.



Artistas eternos,

eis o que somos.



Interpretamos papéis

de seres extraterrestres,

ainda de maneira acanhada,

em vias de aperfeiçoamento.



Quando inserimos a arte

em tudo o que fazemos,

nos tornamos

aquele tipo de pessoa

para o qual fomos feitos.



Tudo o que vive,

contém elementos

admiráveis.



Admirar

o que está na aparência,

é curtir uma grande satisfação.



É como sentir o prazer

de participar

como criador

de uma obra de arte. 



Descobrir os mistérios

que estão por dentro,

no interior de todos os seres

é uma segunda etapa,

que nos revela

maiores segredos

que despertam a curiosidade

e ativam nossa admiração.



Eneas Paulo Budel Bogucheski

Nenhum comentário:

Postar um comentário